O esporte nos ensina, nos alegra, entristece e a cada dia nos proporciona a possibilidade de dar a volta por cima. A Copa Sul foi mais um importante capítulo na história do Futebol 7 Society brasileiro, pudemos constatar mais uma vez a diferença que tem um time formado por quem compreende a importância e a responsabilidade de honrar um dos mais importantes clubes do planeta.
Dentro de campo os times mostraram raça, determinação e muita disposição em busca da vitória, mas para superar os adversários é preciso ter postura de vencedor, comprometimento com a causa e amor pelo que se está fazendo. É preciso lutar sem abrir mão dos seus valores fundamentais. Da estréia com derrota até erguer o troféu de campeão o vencedor nos ofereceu a oportunidade de rever, conhecer e entender a magnitude da sua própria história.
Finais de campeonatos sempre trazem fatos novos, que emocionam e marcam a história do esporte, mas desta vez os atletas se superaram ao reconstituir o inesquecível passado de um clube nascido para ensinar a vencer, não só no esporte, mas na vida.
O nobre sangue azul do eterno capitão De Léon escorreu pelo rosto de mais um guerreiro tricolor que na base da raça e do sacrifício mostrou a postura e a alma de quem luta e da a vida pelo azul do seu manto sagrado.
Baltazar também esteve presente a todo momento, a fé e a perseverança do artilheiro de Deus não só foi representada no peito do melhor jogador da competição, mas se fez presente no coração de cada um que entrou em campo pronto para o que der e vier.
Com um a menos em campo não ficaram aflitos, redesenharam o passado e não sucumbiram diante de uma nova Batalha dos Aflitos. A serenidade de Espinoza e as estratégias de Mano se completaram ao espírito inconformista de quem almeja sempre o melhor e aliado ao comando agregador de quem acredita na força que reside no verdadeiro trabalho em equipe todos os objetivos tricolores foram alcançados.
A perna esquerda que acertou aquela heróica e indefensável pancada de empate não foi de Mario Sérgio? Não era o Baidek jogando a decisão na defesa com a perna arrebentada? Era possível ver a coragem de Portaluppi estampada na cara de cada atleta ao entrar em campo.
Não tenho a menor dúvida de que na decisão por shoot-outs o Mazaropi se fez presente. Até mesmo quando o gol do título foi marcado só vocês acreditavam no que estava acontecendo, mas quando a Taça foi erguida e a Copa rumou ao extremo sul do país todos nós compreendemos a importância que se tem o amor a esta camisa.
E se não fosse assim, não seria o Grêmio.
GRÊMIO CAMPEÃO DA COPA SUL DE CLUBES 2010.


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